Como adequar o currículo escolar às especificidades da BNCC do ensino infantil e fundamental?

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Dia de 15 de dezembro de 2017 foi aprovada a Base Nacional Comum Curricular, que define as diretrizes que as escolas de Ensino Infantil e Fundamental devem seguir na hora de definirem seus currículos. Desde então, muitos especialistas da área de educação analisaram as proposições, mas ainda há uma questão que permeia todos os gestores de escolas do Brasil: Qual a melhor maneira de seguir as diretrizes da BNCC na hora de adequar o currículo escolar?

Mudanças no currículo podem significar impacto financeiro na instituição, por isso, é necessário analisar o documento com calma e discutir com o corpo docente da instituição antes de qualquer modificação. (clique aqui e baixe uma cópia do documento).

No Brasil existem cerca de 184,1 mil escolas de educação básica, e destas, 21,7% são da rede privada, segundo dados do Censo Escolar 2017. Isso significa que a BNCC impacta a vida de cerca de 35,8 milhões de alunos e 1,9 milhões de professores em todo o Brasil.

César Callegari, sociólogo e consultor educacional, presidiu a elaboração da BNCC no CNE (Conselho Nacional de Educação), reforça o caráter referencial da base, e explica qual o papel da BNCC. “Pela primeira vez na história, o Brasil passa a dispor de um conjunto de referenciais para a elaboração curricular estabelecido como norma obrigatória. Base não é currículo. Ela expressa os direitos de aprendizagem das crianças, jovens e adultos, como também os deveres do Estado, da sociedade, das escolas e dos educadores quanto à realização desses direitos”, explica.

Além de possivelmente contribuir para reduzir as enormes desigualdades educacionais existentes no Brasil, Callegari diz que o desafio mais importante da Base está ligado à adequação que as escolas farão em seus currículos, “as escolas e redes de escolas, no exercício de sua autonomia, vão tomar as suas decisões sobre a sua organização curricular, escolhas de livros e materiais didáticos, formação de seus quadros docentes e adequação de seus sistemas de avaliação. Esse trabalho precisa avançar em 2019”, finaliza o consultor.

 

O papel das Tecnologias educacionais

A 5ª competência da BNCC trata de auxiliar os estudantes a “Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa e ética nas diversas práticas sociais.” Mas na prática, trabalhar com tecnologia no cenário brasileiro é um desafio, uma vez que apenas 46,8% das escolas de ensino fundamental possuem laboratório de informática, e 65,6% possuem acesso à internet, segundo dados do Censo Escolar 2017.

Isso é um grande desafio, e é também fundamental, pois engloba todas as áreas de conhecimento, segunda Silvia Scuracchio, diretora da Escola Bosque, em São Paulo, “[a tecnologia] não é vista como algo dissociado ou que deve ser aprendido separadamente. Isso significa que os professores de todas as áreas do conhecimento devem estar preparados para aplicar a tecnologia em suas aulas.” E ressalta, também, a necessidade de capacitar professores não somente por conta da BNCC, mas principalmente para oferecer uma educação mais moderna e inovadora, fundamental nos dias atuais.

A fórmula do sucesso

“A mudança deve englobar todos os professores, que são os verdadeiros autores de qualquer transformação. Para que isso ocorra é vital investir na formação desses profissionais e dar suporte e apoio em cada etapa”

Silvia Scuracchio, Diretora da Escola Bosque

 

Silvia Schuracchio é diretora da Escola Bosque, de São Paulo, que há anos desenvolve um trabalho muito interessante em sua escola. O Bosque é uma escola referência da gigante de tecnologia Microsoft, do programa chamado “Showcase Schools”, onde o seleto grupo de escolas que participam são escolas inovadoras, com alta qualidade de ensino, além de utilizarem as tecnologias da Microsoft para o ensino.

(Assista um vídeo sobre o trabalho desenvolvido pela escola)

A diretora reconhece a importância da BNCC em garantir um conjunto de aprendizagens para todos os alunos, uma vez que há uma grande diferença entre as escolas brasileiras. “Acredito ser de extrema importância oferecer um nível mínimo de educação num país de proporções continentais como o Brasil, com realidades tão distintas”, afirma.

Para ela, antes de qualquer coisa, garantir uma solida formação socioemocional é a base para o sucesso acadêmico, “com a introdução das competências e habilidades a serem adquiridas e desenvolvidas, aumentam as chances de o aluno estar preparado para o futuro.”

Para que isso seja realidade, é fundamental que a direção e a coordenação da escola tracem um plano de ação para a sua implementação. “A mudança deve englobar todos os professores, que são os verdadeiros autores de qualquer transformação. Para que isso ocorra é vital investir na formação desses profissionais e dar suporte e apoio em cada etapa”, aponta a gestora.

O ex-conselheiro, Callegari, também observa que é necessário que a instituição faça com que os professores se apropriem das referências contidas na BNCC para criar seus conteúdos, “Fazer escolhas e tomar decisões de forma consciente dá trabalho, mas é essencial. As escolas precisam investir nisso se quiserem estar preparadas para os novos desafios”.

 

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